segunda-feira, 27 de abril de 2015

“eu me dei conta de que tudo é exercício para estar acompanhado. arranjar a cama, por exemplo. há gente que coloca o cobertor fincado internamente nas bordas do colchão, revelando índole possessiva e ciumenta. há gente que deixa o cobertor solto, mostrando desapego e sociabilidade. há gente que nem ajeita, denunciando solidão e independência. vejo um temperamento nas banalidades.”

fabricio carpinejar

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