“eu me dei conta de que tudo é exercício para estar acompanhado. arranjar a cama, por exemplo. há gente que coloca o cobertor fincado internamente nas bordas do colchão, revelando índole possessiva e ciumenta. há gente que deixa o cobertor solto, mostrando desapego e sociabilidade. há gente que nem ajeita, denunciando solidão e independência. vejo um temperamento nas banalidades.”
fabricio carpinejar
Sem comentários:
Enviar um comentário