quinta-feira, 30 de outubro de 2014

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

quem precisa de armas para matar, bombas  para destruir quando se tem palavras?


existe uma probabilidade enorme de eu ser a culpada de 99,9% dos meus problemas e da existência dos meus monstros, parece mau admitir tal coisa mas parece porque é mesmo mas agora é que não me restam dúvidas de que sou sim a culpada de todos os meus problemas.
eu não sei quem sou, juro que não faço a mínima ideia do tipo de pessoa que sou. é uma pergunta que faço frequentemente a mim mesma e nunca chego a lado nenhum. não sei do que sou capaz de fazer pela minha sobrevivência, o que sou capaz de fazer por quem amo, o que sou capaz de fazer para alcançar um objetivo, não sei se tenho sequer objetivos, não sei o que quero para mim e nem o que mereço, não sei se sou boa pessoa ou não, não sei se mereço amor, amizade, lealdade, não sei se podem confiar em mim, não sei se eu posso confiar em mim, não sei se sei sentir. simplesmente não sei absolutamente nada e isso é a única coisa que sei.
será que existe neste mundo tão carrego de gente alguém na mesma situação que eu?
é tão frustrante ter vivido 19 anos assim, (e tenho noção que assim irei continuar) sinto-me mais perdida do que uma agulha no palheiro e única pessoa nesta imensidão de mundo que me ajudava a encontrar-me já não está aqui ao meu lado.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014




"o ser humano pode ser e fazer o que quiser".
foi a afirmação que me chamou a atenção nos meus apontamentos de psicologia. já os li variadíssima vezes e nunca reparei ou pelo menos pensei com cabeça nela, até hoje. até hoje porque o meu estado de espírito e a minha situação é muito diferente do que foi nestes últimos 3 anos.
será que essa afirmação é verdadeiramente verdadeira ou será que de verdadeira não tem nada? será mesmo que o ser humano não tem limitações? ou talvez até tenha mas tem também maneira de as contornar, será isso?
eu quero uma prova. quero que me caia qualquer coisa do céu, que venha alguma coisa com a chuva, quero alguma coisa escrita numa nuvem, quero ouvir uma afirmação no meio do cantar dos pássaros, quero qualquer coisa que me prove que eu enquanto ser humano posso fazer e ser o que quero, o que sonho, o que desejo e me faz bem. e pode ser que depois disso eu descubra o meu rumo e a minha solução.

às vezes tu tens que fugir para poderes ver quem vai andar à tua procura, tens que falar baixo para saberes quem te vai ouvir realmente, às vezes tens que dar um passo para trás para saberes quem continua ao teu lado, tens que correr para saber quem vai correr atrás de ti, às vezes tens que cometer um erro apenas para veres quem estará presente quando tudo à tua volta desabar. às vezes tens que deixar quem amas apenas para veres se eles te amam o bastante para te pedirem para voltar.
eu e os problemas ? não.
para mim não dá. não consigo. juro, se a resolução de um problema depender de mim fica por resolver.
foi sempre assim em matemática até aí menos mal (sim porque é mau não nos darmos bem com a tão adorada matemática) mas ser assim na vida é terrível.
deparar-me com um problema deixa-me tão  desgastada. sim problemas, vocês dão cabo de mim ! e de quem depende da minha parte da resolução para estar bem .
a  psicologia diz que se quisermos conseguimos mudar, então vamos lá ver minha querida psicologia. mudar é realmente e infelizmente a minha única solução.


we can’t fall any further
if we can’t feel ordinary love
and we cannot reach any higher
if we can’t deal with ordinary love

(...)
are we tough enough
for ordinary love?
"não devemos ter medo dos problemas. até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas."



charles chaplin
..: sempre . 

.. : ou nunca . o sempre e o nunca são a mesma coisa .

esta foi a única coisa que me ensinaste através do bem. foi um conselho numa altura em que eu precisei, em que pensei que o meu mundo estava a desabar e que me sentia um ser da pior espécie à face da terra. 
as outras coisas que me ensinaste foram todas à base da decepção, do sofrimento e da desilusão, fizeste comigo o que mais ninguém fez e mudaste-me de uma maneira que mais ninguém mudou.
hoje se calha de passares pelos meus pensamentos é para seres uma pessoa insultada e altamente maltratada. desculpa mas isso é o que resta de ti em mim. raiva, nojo e por aí.
o dia deu em chuvoso.
bem sei, a penumbra da chuva é elegante.
bem sei: o sol oprime, por ser tão ordinário, um elegante.
bem sei: ser susceptível às mudanças de luz não é elegante.
mas quem disse ao sol ou aos outros que eu quero ser elegante?
dêem-me o céu azul e o sol visível.
névoa, chuvas, escuros — isso tenho eu em mim.


o dia deu em chuvoso-álvaro de campos
percebi -com muito custo mas percebi- que eu nunca irei entender realmente quem quer que seja a menos que considere as coisas através do seu ponto de vista , nunca terei a capacidade de perceber alguém até que eu me ponha por baixo da pele dessa pessoa e sei lá , dê uma passeio por aí como sendo ela.
até aqui eu era persistente em bater o pé e afirmar "eu ponho-me no lugar das pessoas" mas na verdade não me punha dentro da pessoa, não via com os seus olhos e nem ouvia com os seus ouvidos, se eu tentar por instantes ser a pessoa isso torna muito mais fácil percebe-la.


neste momento encontro-me na fase mais complicada da minha vida. não é aquela fase em que a minha mãe é chata todos os dias, as borbulhas teimam que têm que estar na minha testa à vista de toda a gente, os amigos são o mundo inteiro, posso confiar em tudo e todos, não é aquela fase em que inventam boatos sobre mim e eu fico com medo de acordar de manhã e sair à rua, não é aquela fase em que os meus pais são  exigentes e rigorosos como nunca antes foram, também não é a fase em que eu faço quase o que tiver que ser para pertencer àquele grupo que é super engraçado e que as pessoas se parecem dar todas lindamente e definitivamente não é aquela fase em que eu preciso de pessoas que não conheço de absolutamente lado nenhum me digam numa rede social que eu sou linda para me sentir bem comigo própria durante 5 minutos .
estou naquela fase (que muitos nunca estiveram) em que não sei o que vou fazer à minha vida, para a minha vida e com a minha vida. é aquela fase em que vejo todos os que estão ao meu lado a dizerem que vão ser isto, que querem aquilo e que os objectivos são aqueles. dou por mim num local onde todos se encaixam de uma maneira ou de outra. todos menos eu.
é o fim do secundário e o início de quê? não sei, não sei, nunca soube e será que um dia vou chegar a saber? dizem-me que sim, mas mesmo que chegue a fazer alguma coisa da minha vida , mesmo que boa, será que não haverá um momento em que vou parar para refletir e pensar se é mesmo aquilo que eu quero fazer, que eu quero ser, que me faz bem? eu sei que há algum lugar em que me vou adaptar , talvez seja questão de tempo para descobrir que lugar é esse. mas por enquanto a dúvida do quê e do porquê permanecem.



"barefoot on a summer night
nothin' new is sweeter than with you


(...)
"-jade
-alexander
-do you remember that day you fell outta my window?
-i sure do, you came jumping out after me
-well, you fell on the concrete, nearly broke your ass, you were bleeding all over the place and I rushed you out to the hospital, you remember that?
-yes i do
-well there's something I never told you about that night
-what didn't you tell me?
-while you were sitting in the backseat smoking a cigarette you thought was gonna be your last, I was falling deep, deeply in love with you, and I never told you til just now"
                     
"quem quer dizer o que sente
não sabe o que há de dizer.
fala: parece que mente…
cala: parece esquecer…"

presságio-fernando pessoa

everybody is just a stranger

 se o inferno existisse, juro que te mandaria para lá. conversaria com o teu guardião e nunca mais te deixaria sair de lá, as chamas fariam-te bem meu amigo, não achas? a tua insignificância faz-me pensar que o mundo não é tão mal, só precisa que retirem dele pessoas como tu. não me julgues pela minha revolta, nem do meu modo de me expressar, e menos ainda pela minha frieza, se hoje me sinto dessa maneira, podes comemorar, tu tens uma parcela de culpa nisso, e, na hora de abrir o vinho e fazer o discurso fútil, lembra-te do meu rosto, lembra-te que eu já estive do teu lado, em momentos bons e principalmente nos maus, os que hoje faço questão de te proporcionar . infelizmente a vida não é feita só de coisas que valem a pena, e é por isso que tu estás de pé hoje. é repugnante tudo o que já vi em ti, os teus gestos, palavras, e emoções falsas e sem sentido. 'amo-te'  não é como um 'bom dia', será mesmo que eu precisava alertar-te quanto a isso ?
..: és linda !
 : és cego .
.. : mas o coração não .


hoje senti saudades. senti saudades daquela amizade que eu nunca tive palavras para explicar. que amizade qual quê, fomos irmãos, por alguns anos foi assim que nos tratamos.
nem um de nós sabe qual a verdadeira razão desta rotura na nossa relação amigo-irmão, se eu te perguntar ja sei que a culpa foi minha, afastei-me, sou uma estúpida mas também sei que falas por falar, o que sentes nunca te sai pela boca. o que é verdadeiro fica, eu sei que sim. e quando penso na nossa amizade adormecida não é com tristeza mas com saudade porque sei perfeitamente que se te vir ao virar da esquina vens ter comigo, insultas-me e fica tudo bem como se nada se tivesse passado. o que é realmente importante é que sei que a qualquer momento se chamar por ti tu respondes e isso basta.
eu tenho a habilidade (ou não) de guardar , de conseguir guardar as minhas tristezas numa gavetinha da cómoda. tento mostrar exatamente o que eu quero que as pessoas me retribuam, dizerem "ah ela é tão feliz, é sempre tão feliz" , isso não existe e ninguém é assim. nós crescemos no meio da dor e do sofrimento, não por opção mas é assim que crescemos. de qualquer maneira ninguém quer dividir dor, digo eu, eu falo de e com boa disposição , se estiver constantemente a falar de sofrimento é sobre isso que as pessoas me vão falar também.
podemos dar exemplos, contar uma história mas não precisamos de trazer as tristezas da gavetinha, essa gaveta é sagrada, só é aberta para pousar lá as tristezas depois é fechada à chave e só é aberta novamente para guardar um bocadinho mais de tristeza.


o que será ser uma pessoa preparada para a vida? foi essa a pergunta que uma personagem do livro do pepetela fez. a pergunta fez-me pensar e eu pensei.
acho que é difícil ser preparada para a vida nos dias de hoje, sempre achamos que sim, estamos preparados para a vida, sabemos como funciona, sabemos as regras deste jogo mas depois surgem novas situações, podemos passar por tantas coisas e não termos preparação para elas. mais do que preparados para a vida temos que estar disponíveis para ela, não só para as dificuldades, para os problemas, para as forças que precisamos de arranjar mas também, como é claro, para receber o que de bom ela nos vai oferecer. e isso é coisa, que eu penso que vamos aprender ao longo do nosso caminho.




"nós ensinamos as raparigas a se retraírem para diminuí-las. nós dizemos para as raparigas: tu podes ter ambição, mas não muita. deves e ser bem sucedida, mas não muito, caso contrário, ameaçarás o homem. porque eu sou mulher as pessoas esperam que eu deseje casar-me, esperam que eu faça as minhas próprias escolhas na vida, sempre tendo em mente que o casamento é o mais importante.
o casamento pode ser uma fonte de alegria, amor e apoio mútuo, mas por que ensinamos às mulheres a aspirar o casamento e não ensinamos a mesma coisa aos homens? educamos as raparigas a se verem como concorrentes, não por emprego ou por realizações - o que eu penso que poderia ser uma coisa boa -, mas sim pela atenção dos homens. ensinamos às raparigas que não podem ser seres sexuais da mesma forma que os meninos são.

feminista: a pessoa que acredita na igualdade social, política e econômica entre os sexos.”



no dicionário:
Feminismo:1. Doutrina cujos preceitos indicam e defendem a igualdade de direitos entre mulheres e homens.
2. Movimento que combate a desigualdade de direitos entre mulheres e homens.
3. Ideologia que defende a igualdade, em todos os aspectos (social, político, económico), entre homens e mulheres.

"o segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham ter contigo."



mário quintana
olhamos ao nosso redor e conseguimos sentir, observar e analisar. olhamos para as nossas mãos e vemos que com elas conseguimos agarrar em objetos e manuseá-la de modo a concretizar o que queremos. olhamos à nossa volta e pensamos como é bom poder olhar para as pessoas que amamos, como é bom fazer coisas incríveis e divertidas como as que pudemos fazer. analisamos e percebemos que temos um cérebro que é a máquina mais fantástica que existe e a que tem a capacidade de fazer mais conexões do que qualquer outro objeto tecnológico.
podem-nos surgir as perguntas: “para mim é bom viver?”, “é bom estar vivo hoje?”, “será uma dádiva acordar todos os dias com vida?”, “será que poderemos esperar viver mais do que 70 ou 80 anos? “,“porquê nascemos?”, podemos deduzir que é uma grande sorte para cada um de nós estar aqui hoje, de entre milhões de espermatozóides apenas um consegue penetrar o óvulo e esse espermatozóide fomos  nós, tivemos a oportunidade de nascer e vir a este mundo, por isso somos todos vencedores.
quando reflectimos nas respostas para essas perguntas e sem conclusões para respostas concreta de repente surge a pergunta Mãe: “qual é o sentido da vida?”.
Nesses momentos paramos para pensar e questionamos: “o que é que eu estou aqui a fazer? qual é o meu propósito? nascer, estudar, ter um trabalho bem remunerado, uma boa casa, uma linda família e é só isso? viver mais uns anos depois dessas etapas da minha vida e depois morrer? e tudo que eu vivi e conquistei foi em vão? ou será que existe algo mais do que isso?”. questionamos-nos sobre todos esses assuntos e muitos mais mas como disse Platão: “uma vida não questionada não merece ser vivida”.
às vezes aparece aquela vontade louca de entender o porque de tudo isto, o porquê de investirmos tanto numa vida que não dura mais do que um século, o porquê de perdermos as pessoas que amamos, o porquê de trazermos ao mundo pessoas que vamos amar e fazer sofrer, o porquê de existirem pessoas que nascem com uma sina de que nunca vão ter nada e nem alcançar nada, o porquê de tanta desigualdade, o porquê de estarmos sujeitos a morrer daqui a 5 minutos ao atravessar a rua, o porquê de quem tem mais do que precisa ter quase sempre se convence de que não tem o bastante.
são demasiados porquês, demasiadas perguntas, mas se ficarmos a pensar no porquê de todas as coisas não vivemos. a verdade é que é angustiante não saber o que queremos da vida e o que a vida quer de nós.
então é esse o princípio de viver? viver não é só respirar, não é só nos alimentar e nos mantermos hidratados, viver é ter um objetivo, um motivo pelo qual estarmos aqui. na maior parte do tempo estamos perdidos à procura de um sonho para realizar ou a reclamar de que o nosso sonho não é possível, mas acho que viver é fazer do impossível possível. viver é ter uma causa pela qual lutar, arriscar tudo por um objetivo. e o que fazemos quando conquistamos esse objetivo? acho que temos que encontrar outro pelo qual valha a pena seguir em frente.
não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos no coração das pessoas, se não fizermos algo bom pelo próximo, se não dermos sentido a todas as palavras que saiam da nossa boca e a todas as nossas acções.
muitas vezes basta sermos um colo que acolha, um braço que envolva, uma palavra que conforte, um silêncio que respeite, uma alegria que contagie, uma lágrima que corra, um olhar que acaricie, um desejo que sacie, um amor que promova. e isso não é coisa de outro mundo, isso é o que dá sentido à vida, é o que faz com que ela não seja nem curta, nem demasiado longa, mas que seja intensa, verdadeira e pura enquanto durar. quando tudo que olharmos, desde o nascer do sol, até ao seu descansar, trazer-nos lágrimas felizes, quando ao fecharmos os olhos ouvirmos tudo ao nosso redor e quando com a nossa boca dissermos as palavras da alma finalmente entenderemos, ou estamos prontos para entender, o verdadeiro sentido da vida. até lá, não adianta procurarmos respostas, até porque elas não fogem de nós, nós é que não as conseguimos ver. não devemos simplesmente deixar a vida nos levar, isso pode ser bonito num poema ou numa música, mas a vida tem que ser conduzida, tem que ser assumida, tem que fazer sentido. a vida é uma tarefa a ser cumprida, devemos conhecer bem o dever de cada um de nós, o dever de dar sentido ao que fazemos, ao que vivemos.
somos o ator principal desta peça, que é a nossa história, para os que acreditam numa força superior então Deus é o diretor dessa peça, Deus é Alguém lá em cima, mas cá em baixo somos nós mesmos a desempenhar o papel principal. devemos ter claras as nossas metas e os nossos objetivos, pois isso funciona como ter um guião para seguir, um roteiro que seja o sentido da nossa vida.
os objetivos, dão-nos a motivação, são o motivo da nossa ação, representam a direção do nosso caminho e à medida que caminhamos, as metas vão se realizando, o sentido vai ganhando concretização e nós nos sentimos satisfeitos e realizados. cada um tem seu objetivo e cada um tem sua velocidade de realizar as coisas. uma tartaruga não fica nem mais nem menos realizada do que a lebre ao cumprir o seu caminho. cada um deve estabelecer o seu objetivo de acordo com sua individualidade.
a vida é uma grande pergunta à procura de grandes respostas, existem várias respostas para a mesma questão, deste modo cada um de nós seres humanos pode ter uma ideia diferente sobre o verdadeiro sentido da vida . contudo, o mais importante ao darmos um sentido à nossa vida é esforçar-nos para que ela seja o melhor possível e para que tenhamos uma vida da qual nos orgulhemos e se esse não for o caso devemos ter forças para começar tudo novamente de modo a que finalmente seja a vida que sonhamos para nós, uma vida que faça sentido.

indeed.


everybody is just a stranger

tu, estranho que habitas inevitavelmente os meus sonhos, gostaria de te pedir que desapareças, pois estás a causar-me um certo incómodo. apareces ao longe envolto de nevoeiro apenas deslumbro a tua forma e causas-me arrepios. cada vez que tento alcançar-te, tu desapareces e eu acordo a suar que nem um cavalo como se tivesse acabado de correr a maratona.
ao menos, deixa-me alcançar-te e descobrir-te. deixa-me ver-te e conhecer-te. começo a pensar que sejas uma metáfora do meu futuro e começo a pensar seriamente que será impossível alcançar-te pois só possuímos o ‘agora’ e nem sequer possuímos o passado, apenas nos ficam memórias, umas bem definidas outras restos daquilo que já tivemos num ‘agora’ passado. começas a irritar-me seriamente pois estás fora do meu controlo e eu odeio não ter o controlo das coisas.
sr. Estranho que teimas em habitar os meus sonhos a dormir e os sonhos acordados gostaria de te pedir educadamente que me abandonasses com muita pena minha (ou não) e desapareças de vez de mim.
percebo que gostes muito de mim e isso mas por favor eu não gosto de ti, nada mesmo.
por isso desaparece da minha vida, só eu apenas tenho controlo em mim e no que quero.

até que ponto vale a pena ser orgulhoso? será que até ao ponto de perder tudo?
até que ponto vale a pena deixar escapar o que em tempos foi, e que no presente continua a ser, o meu melhor só por pensar que esse mesmo bem por instantes é o meu pior?
de todos os meus defeitos o orgulho é sem qualquer dúvida o maior e pior. e eu só lamento.

será isto um erro? talvez sim. talvez não.
independentemente de ser ou não foi o que eu achei certo fazer, fiz o que eu quis fazer. sinto saudades, porque isto sou eu. preciso disto e quero isto, por isso está feito. digo se for preciso e futuramente repito; não vou voltar atrás com isto, é o que eu quero e vai continuar assim, como eu quero.
não me sinto egoísta por isto, na verdade sinto-me bastante bem, tenho uma coisinha na barriga descontrolada, acho que essa coisinha devia estar na minha cabeça, é aí o lugar da consciência, supostamente. talvez o lugar da minha seja na barriga, até tinha graça se assim fosse e para confessar, em mim fazia mais sentido que assim fosse. faria ainda mais sentido se eu tivesse duas consciências, uma no coração e outra na barriga, porque neste momento o meu coração está descontrolado, acho que nervoso, ainda a tentar se habituar a emoção que esta decisão lhe trouxe. tu habituas-te coração, tem lá calma.
então é isso. a minha decisão de hoje sou eu.